domingo, 14 de maio de 2017

Para minha mãe, Verônica

Minha mãe ama os livros, dos mais cabeça aos de poesia
ela lia Stephen King pra mim quando eu era pequena, porque eu era fascinada por histórias de terror.
Lembro do primeiro livro que ela me deu, era daqueles que não molhavam pra ler brincando na banheira

Minha mãe também tem uma conexão especial com a natureza e ama os animais
nunca vivi sem ter, ao menos, um gatinho em casa.

Ela me apresentou Frida Khalo, quando eu tinha uns doze anos,
nessa época também me mostrou os quadros surrealistas do Dali.

Na minha infância o genderless não era moda, mas minha mãe fazia questão de me deixar escolher os presentes que eu queria
e no final das contas a brincadeira favorita sempre envolvia lápis de cor, giz de cera e canetinha.

As minhas fotos de infância são sensacionais, ali minha mãe mostrava seu gosto pela fotografia.
Cresci vendo suas câmeras analógicas,
ouvindo seus vinis
três das minhas cinco bandas/cantores preferidos ela que apresentou.

Não surpreende que a minha casa era o QG da galera,
mas hoje eu entendo que eles vinham pra ouvir o que minha mãe tinha pra contar.

Minha mãe me mostra, todo dia, o que é amor
amor que se doa,
amor que machuca e traz alegria ao mesmo tempo
um amor que não é fácil de carregar,
amor que transcende tempo e espaço,
amor de mãe pelo filho.
E ela fez isso tão bem que eu guardei esse amor pra dividir quando for minha vez.

Eu ainda estou em construção,
tenho muito o que aprender antes de me tornar inteira
mas boa parte de mim,
a melhor parte,
vem da mulher que chamo de mãe.

Feliz dia das mães!

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